sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
LA CAMPAÑA POR EL SÍ EN VENEZUELA
INTELECTUALES DEL MUNDO SIGUEN SUMÁNDOSEA LA CAMPAÑA POR EL SÍ Sí a la Enmienda / Sí a Chávez
Las organizaciones populares, movimientos políticos y sociales, dirigentes e intelectuales abajo firmantes, asumiendo las necesidades históricas y aspiraciones de nuestros pueblos en la lucha por la Unidad de América Latina y el Caribe, convocamos a apoyar activamente la trascendental campaña por el SÍ a la Enmienda Constitucional en Referendo que se realizará en la hermana República Bolivariana de Venezuela en el próximo mes de febrero.
SÍ, para que el pueblo venezolano pueda seguir eligiendo al Comandante Chávez como presidente de la República Bolivariana de Venezuela.
SÍ, para profundizar la democracia y la revolución bolivariana.
SÍ, para seguir consolidando el cambio de época que vive Nuestra América, luego de más de cinco siglos de dominación colonial e imperialista.
SÍ, porque apoyamos el ALBA, un espacio de unidad de nuestros pueblos, basado en los principios de soberanía popular, cooperación, complementación y solidaridad, para poner en marcha las enormes potencialidades y riquezas materiales, culturales y espirituales de la Patria Grande.
SÍ, por más de dos millones de personas que se han alfabetizado gracias al método Yo Sí Puedo y la Misión Robinson en Venezuela, Nicaragua, Dominica, Bolivia y otros países de Nuestra América.
SÍ, por los cientos de miles de personas que han recuperado la visión gracias a la Misión Milagro en toda la región.
SÍ, por Telesur, que nos permite reconocernos como países hermanos y luchar contra la mentira y la manipulación de los grandes dueños de los medios de comunicación del Mundo. Ahora potenciado con el lanzamiento del Satélite Simón Bolívar que profundizará nuestra independencia comunicacional, cultural y tecnológica.
SÍ, para la continuidad de los acuerdos bilaterales, multilaterales y regionales entre los países de Nuestra América para la realización de proyectos sociales, para garantizar el acceso soberano a nuestros recursos energéticos y todo lo que signifique la democratización de nuestras economías, en un desarrollo armónico, sostenido y sustentable.
SÍ, a la unidad de Nuestra América, que es un capítulo de la lucha de los pueblos del Sur por su liberación.
SÍ, a la lucha por el mundo multipolar, con justicia social, igualdad y felicidad para los pueblos.
Para agregar su firma escríbanos a: laenmiendasiva@congresobolivariano.orgCAMPAÑA INTERNACIONAL POR EL SÍ EN VENEZUELA Por Congreso Bolivariano de los PueblosFirmas al 15 de enero
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
COOPSSOL PROPÕE A PUCRS CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO SOCIAL, COOPERATIVISMO E ECONOMIA SOLIDÁRIA.

Com uma previsão de um ano de duração, organizado em três módulos - Gestão Social, Cooperativismo e Economia Solidária, os quais poderão ter ainda uma parte presencial e outra à distância.
A COOPSSOL apresentou a proposta para discussão com a sugestão de um corpo docente com excelência em cada tema.
A proposta já havia sido apresentada ao Coordenador do curso de Sociologia Roque Vitor Dal Ross e também ao SESCOOP/RS.
O Diretor ficou de encaminhar para análise e registrou otimismo quando a possibilidade de sua efetivação.
FIQUE POR DENTRO: ORÇAMENTO DO MEC EM 2009
| Orçamento do MEC em 2009 | | | |
| Educação | ||
| É importante esclarecer que houve no final de 2008 uma movimentação grande para que os recursos públicos vinculados a emendas parlamentares fossem empenhados na maior quantidade possível. Infelizmente isso tem consistido numa prática rotineira de seguidos governos: no final do ano estimulam os órgãos a realizarem convênios com estados e municípios de forma açodada, na correria do final do exercício. Com isso, o executivo federal poderá dizer que autorizou a execução de todas as emendas parlamentares, inclusive as de deputados e senadores da oposição (de direita e de esquerda), mas que a culpa das mesmas não terem sido empenhadas foi da inoperância e da incapacidade técnica dos estados e municípios. É uma forma antiga de economizar recursos públicos para engordar o superávit primário e jogar a responsabilidade deste ato nas costas dos entes federados ou na burocracia dos próprios órgãos governamentais. Pois bem, no decorrer desta semana vou comentar os grandes números do Orçamento do MEC para 2009 e comparar com os números de 2008, seja o que foi autorizado, seja o que foi liquidado até 17 de dezembro. Assim que os números finais da execução estiverem acessíveis, prometo corrigir eventuais erros. Orçamento nominal cresceu 18,6% A primeira afirmação é que o orçamento aprovado é 18,6% maior do que o valor autorizado pelo executivo em 2008. A educação terá, pelo menos teoricamente, 40,5 bilhões disponíveis neste ano. Deveriam ter sido 41,5 bilhões, mas o projeto foi adequado à provável queda da arrecadação devido aos efeitos da crise econômica mundial. O programa Brasil Universitário, no qual está inserido o custeio das universidades federais, representa 33,4% do total. Em seguida temos o programa Brasil Escolarizado, que compromete 25,6%. Vale ressaltar que metade deste valor é a complementação da União para estados e municípios no Fundeb. Os gastos previdenciários somados aos relativos à gestão do órgão representam 21,1% do orçamento e estão agrupados em dois programas (0089 e 1067). O programa Gestão da Política Educacional teve um crescimento vertiginoso, passando de parcos 90 milhões de 2008 para 3,6 bilhões em 2009. Porém, desse recurso o montante de 3,2 bilhões é destinado à reestruturação da carreira e revisão das remunerações. Bem menos representativos aparecem o Programa Qualidade na Escola com 4,6% e o Programa Desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica com 5,7%. Dois programas essenciais para a educação básica tiveram crescimento digno de nota. O Programa Brasil Escolarizado cresceu 31,9%, principalmente devido à elevação do valor da complementação da União no Fundeb, que passou de 3,1 bilhões para 5 bilhões. O Programa Qualidade na Escola cresceu 56,9%. Vou analisar esses dois programas de forma mais detalhada posteriormente. Boas notícias precisam de confirmação Em 2008 o Programa Brasil Escolarizado possuía uma dotação autorizada de 7,8 bilhões, mas até o dia 17 de dezembro só havia conseguido executar 5,9 bilhões, ou seja, apenas 76,2%. O seu desempenho estava profundamente atrelado aos repasses obrigatórios da complementação da União para o Fundeb, cujo desembolso representava 47,6% do aplicado no programa. Em 2009 este programa terá disponível 10,3 bilhões, o que representa um crescimento de 31,9%, o que obviamente é uma boa noticia. É um acréscimo de 2,5 bilhões. Este acréscimo está novamente atrelado ao incremento da complementação da União ao Fundeb, que por força de dispositivo constitucional passará a ser de 5 bilhões neste ano. Pela previsão orçamentária os valores a serem repassados complementarão o custo-aluno de 10 estados conforme descrição abaixo: Rondônia – R$ 167.037.981,00 Amazonas – R$ 902.704.033,00 Pará – R$ 1.042.358.656,00 Maranhão – R$ 1.023.441.307,00 Piauí – R$ 200.275.854,00 Ceará – 542.066.156,00 Paraíba – R$ 8.739.725,00 Pernambuco – R$ 219.779.361,00 Alagoas – R$ 82.299.277,00 Bahia – R$ 873.146.625,00 Já o Programa Qualidade na Escola possuía uma dotação autorizada de 1 bilhão em 2008 e até 17 de dezembro teve um desempenho de apenas 36,4% de execução. Concentrados em três ações (infra-estrutura da rede física, transporte e uma ação denominada apoio ao desenvolvimento da educação básica, na qual cabe qualquer coisa que seja necessário apoiar). O que no discurso aparece como prioridade não se consolidou na execução orçamentária do ano passado. Em 2009 este programa terá um acréscimo de 56,9%, tendo disponível 1,8 bilhão de reais. O problema todo vai ser melhorar o desempenho para que a elevação não seja apenas uma peça de ficção. Destaco duas ações deste programa. A ação guarda-chuva denominada Apoio ao Desenvolvimento da Educação Básica teve seu orçamento reforçado, passando de 242 milhões para 441 milhões. Além disso, as emendas parlamentares que em 2008 acrescentaram um pouco mais de 79 milhões, em 2009 alocaram 95 milhões. É verdade que até 17 de dezembro quase nenhuma emenda havia sido liberada, mas certamente algumas o foram depois do “esforço” de final de ano. A ação denominada Apoio a Reestruturação da Rede Física Pública da Educação Básica, que é essencial para dotar os municípios de capacidade de ampliação da oferta de educação infantil e os estados na oferta de ensino médio, terá um acréscimo de 39%, passando de 590 milhões para 821 milhões. Foi apresentada em 2008 e em 2009 uma boa quantidade de emendas parlamentares, o que mostra uma sensibilidade destes diante da pressão de secretários estaduais e municipais de educação. Estes aumentos de recursos para dois programas importantes vão precisar ser confirmadas em dois momentos: quando o governo anunciar o que irá contingenciar do que foi aprovado e durante toda a execução orçamentária.
Fonte: http://rluizaraujo.blogspot.com/ |
Intercooperação permite recuperação de cooperativa
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A Cooplantio, de Eldorado do Sul, e a Coopsil, de Faxinal do Soturno, assinaram um termo de intercooperação destinado a superar a crise financeira da Coopsil e atender as necessidades de seus associados. O convênio foi assinado na terça-feira (16/12), na sede do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Ficou acertado que a Cooplantio disponibilizará à parceira recursos técnicos e econômicos como fornecimento de insumos, financiamentos e transferência de tecnologia de gestão e recursos humanos. Por outro lado, a Coopsil se compromete a estimular regionalmente as ações conjuntas entre as partes que integram o Termo, além de prover à Cooplantio as condições necessárias para a implementação do projeto de intercooperação. O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, declarou que a intercooperação deve ser estimulada em outras regiões do Estado, pois “estamos vivendo um momento importante para o agronegócio e a união pode superar dificuldades”. O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Rui Polidoro Pinto, garantiu que “o cooperativismo colherá, dentro de pouco tempo, os frutos desta integração”. | |
| Publicada em 17/12/2008 às 17:46:16 por Luana Pagliarini Trevisol |
domingo, 11 de janeiro de 2009
Cimeira Social pela União da América Latina e o Caribe X terrorismo de Estado e o narcotráfico

O primeiro foi a realização em Caracas, entre os dias 30 de julho e 04 de agosto, da VI Cimeira Social pela União da América Latina e o Caribe, convocada pelo Parlamento Latino-americano, que contou com a presença 27 países e uma boa representação dos órgãos de governo e organizações sociais da Venezuela. Na verdade, embora a chamada fosse para realizar uma reunião continental, representantes da Ásia, da África e alguns membros de organizações européias estiveram presentes em um evento plural e profundamente alentado pelo desejo de levantar propostas viáveis, de gerar caminhos a trilhar na procura da unidade em torno à preservação da vida com dignidade dos seres humanos e à autodeterminação dos povos.
A discussão teve como eixo promover um novo contrato social, nos aspectos institucionais, econômicos, culturais, éticos e ambientais, rejeitando a atual ordem criminal orientada desde os Estados Unidos, condenando guerra e os programas econômicos neoliberais, incentivando a inclusão social, o direito à vida e à paz. Lembre-se que uma importante discussão sobre esses temas também deve ser levada a cabo na OEA, diante da proposta da Venezuela de uma Carta Social para as Américas, cujos elementos centrais são a cooperação no marco do respeito pelas soberanias.
No Encontro teve destaque, especialmente, a discussão sobre o rol da imprensa, tendo em vista que a monopolização da informação passa a ser, cada vez com maior força, um instrumento destinado a outorgar suporte à antidemocracia, em conluio com esquemas de poder que se opõem a quaisquer tentativas de mudanças em favor dos povos no continente.
Obviamente, as conclusões do evento devem ser de obrigatória difusão entre as organizações populares. Importante fazê-las circular, para assim contribuir a um processo de recuperação dos direitos que foram e continuam ameaçados pela deslogicidade do mercado.
Evidentemente, houve também uma rejeição à prática guerrerista dos Estados Unidos, que outorgou a liberdade ao senhor Posada Carriles, conhecida e perigosa figura sobre cujas práticas terroristas valeria a pena tratar com mais calma, e uma condena às práticas ignominiosas em Guantánamo.
A segunda questão de importância também discutida na Cimeira de Venezuela foi o terrorismo de Estado e o narcotráfico. E dizemos ser a segunda porque, por sinal, na Colômbia, onde esse aspecto é de bastante relevância, a Sala Penal da Corte Suprema negou que os paramilitares tivessem o status de delinqüentes políticos.
Sobre esse ponto, a verdade é que, juridicamente falando, na Colômbia fizeram crise dois assuntos: a questão do desequilíbrio dos órgãos que exercem poder - Legislativo, Executivo e Judicial -, sempre em favor do Executivo, especialmente aduzindo razões de segurança nacional, o que lhe permite tomar decisões rápidas, ainda que de duvidosa sabedoria, pelo contrário, a maior parte das vezes decisões atrapalhadas ou fruto da pressão de forças inimigas da paz.
O segundo, a questão referente a quem deverá está subordinado a quem. Se o poder civil ao poder militar ou se exatamente o contrário. Pois bem, nesse ponto, o presidente Uribe, ao que parece, deu mais um passo, pois ele não parece estar subordinado apenas aos militares, mas aos paramilitares. Sem medir palavras, o primeiro mandatário empreendeu contra a Corte Suprema acusando-a de expressar uma ligeira tendência a favorecer da guerrilha quando se trata de qualificar sua ação.
Deseja o presidente que, quando se aborde pela Corte o fenômeno paramilitarista, se fale em sedição, ou seja, em um delito político. Oras, falando em carta branca, não é possível outorgar status de delinqüente político ao paramilitar, a quem não luta contra o Estado, mas para manter o Estado vigente, para sustentar uma ordem econômica e social injusta, que permanece na Colômbia, que provoca o deslocamento de milhares de pessoas, que castiga os colombianos com o desemprego e a violência.
A sedição como delito político existe a partir do momento em que o Estado se assume como um instrumento de classe. É dizer, quando o Estado age, com a sua força, contra os trabalhadores. Assim, a sedição e outras condutas, desde esse ponto de vista, constituem a reação de muitos contra os privilégios de poucos. Daí a sua natureza altruísta; trata-se da contestação a um regime político, regularmente excludente e ditatorial. Os grupos paramilitares atuam com o amparo do Estado, fazem parte da sua estratégia contra a reação popular.
A criminalidade não pode ser acobertada com fábulas jurídicas. E, entretanto, um professor, de nome Gustavo Moncayo, caminhou 1.000 kms até Bogotá. Peregrinou para colocar em xeque o presidente, em plena praça pública, exigindo que este aceda a uma troca de prisioneiros entre o Estado e as FARC, que mantêm seu filho seqüestrado após um ataque militar em 1997. E Uribe expressou, desde o alto da sua irreverência, que não há negociação possível.
Assim caminhamos na América: enquanto alguns se reúnem para promover a esperança, outros, ao amparo do seu poder, insistem em frustrar legítimas aspirações. É o tempo que nos toca viver. Alinhar-se em favor da paz e da justiça é um compromisso inadiável.
Pietro Lora Alarcón, advogado, é professor da PUC-SP. 22-Ago-2007
"Capitalismo para os pobres e socialismo para os ricos"


Diz um ditado popular que "não existe almoço grátis", ou seja, no final alguém sempre paga a conta. Foi o economista Milton Friedman - um dos ícones das teses neoliberais - que popularizou o ditado. Segundo Friedman "ninguém gasta o dinheiro dos outros com o mesmo cuidado com que gasta o seu próprio". Partindo dessa idéia, Friedman defende com entusiasmo o livre-mercado como sendo mais responsável do que o setor público - leia-se o Estado -, na condução dos assuntos econômicos. A crise financeira que derrubou as bolsas no mundo todo nas últimas semanas contraria a tese de Friedman. Afinal o que se viu com a crise financeira nada mais foi do que "um capitalismo para os pobres e socialismo para os ricos". Foram os bancos centrais públicos que puseram à disposição dos bancos privados uma montanha de dinheiro para salvar esses mesmos bancos privados.Traduzindo o que aconteceu é o seguinte: Quando o mercado está ganhando os lucros são privados e quando ocorrem perdas, o prejuízo é socializado. A operação de salvamento por parte dos bancos centrais sinaliza para o conjunto da sociedade que na hora 'h' em vez de ser punido o capital acaba sendo premiado. A crise financeira mundial apresenta algumas lições. Uma delas é que apesar de se falar em triunfalismo da globalização, de irresistibilidade do neoliberalismo, das bolsas midiáticas, é sempre o Estado - acusado pela própria globalização de entrave ao maravilhoso mundo dos negócios -, o salvador das trapalhadas e por que não dizer trapaças do capital. A crise pode comprometer o crescimento econômico do País e atrapalhar o segundo mandato de Lula que se previa sem abalos na econômica. Agora, o Planalto teme uma freada no crescimento. Caso se confirme o pior cenário possível - a longevidade da crise - a maior vítima pode ser o Programa de Aceleramento Econômico (PAC).A crise financeira internacional é demonstrativa para o Brasil de outra amarga constatação. Apesar de uma situação um pouco mais confortável com o aumento das reservas internas, o país continua extremamente vulnerável. A vulnerabilidade brasileira acontece em função da forma subordinada como o país se insere na economia internacional. E o pior é que o país insiste nesse modelo de inserção subordinada a julgar-se pela insistência na aposta das commodities do agronegócio. Em que pese à análise crítica à crescente commoditização da economia nacional, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff fez questão defender o etanol e afirmou que hoje não existe no país a contradição entre produção de energia e a de alimentos. A ministra desconsidera o alerta feito pela FAO que o mundo corre o risco de um aprofundamento da pobreza e de danos ainda mais graves ao ambiente, a menos que altere radicalmente sua estratégia quanto à bionergia.
Cesar Sanson -Pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores e doutorando de Ciencias Sociais na UFPR. Esta análise foi feita em um trabalho conjunto com a equipe do Instituto Humanitas Unisinos (IHU).24/08/07
Genésio quer mudar o HINO NACIONAL
Genésio é amigo de longa data. Com ele converso quando estou precisando de novos assuntos. Genésio vive no mundo das hipóteses impossíveis. Das heresias, das irreverências e dos palpites.
A última do Genésio é sua implicância com a letra do Hino Nacional. O Hino vai completar um século de vida, em 2009. E Genésio argumenta que já não vivemos num mesmo Brasil nem somos o mesmo povo. -- Vou propor ao Lula que se lance um concurso nacional, agora, em 2008! Vamos escolher uma nova letra!
A que decoramos tornou-se pura decoreba, reclama Genésio. Pouquíssimos estão cientes do que realmente diz o texto de Joaquim Osório Duque Estrada, poeta romântico de limitados recursos, que ainda teve a cara-de-pau de usar dois versos da Canção do exílio de Gonçalves Dias: "Nossos bosques têm mais vida, / Nossa vida mais amores"...
No início, um verbo enigmático: Ouviram. Mas quem ouviu o quê, e de quem ouviu? Ouviram do Ipiranga. O Ipiranga falou alguma coisa? E o que se ouviu? O brado retumbante de um povo heróico... O povo todo gritou?
Esse grito tem a ver com o brado guerreiro. A pátria há de ser adorada, idolatrada. Será? E o filho da pátria deve estar disposto a morrer nos campos de batalha... Mas essa atitude não tem mais nada a ver com os dias de hoje. Sangrar pela pátria? Não seria mais inteligente aprender a viver na pátria, e a conviver com as outras pátrias? Por que o Hino se presta a elogiar a guerra? Terra mais garrida? Por que tem garras afiadas, talvez? E o que fazer com esse bendito lábaro que ostentas...?
Genésio não aceita que esse impávido colosso fique deitado em berço esplêndido. Aliás, gigante dentro de um berço é cena estranhíssima. Trata-se de um bebê gigante? E de um bebê que está deitado eternamente?
"Florão da América" é demais da conta, queixa-se Genésio. Um florzão, é isso? A imagem de um país-ornamento não diz nada aos ouvidos contemporâneos. Seríamos ainda um enfeite a ser contemplado, paisagens, céus azuis? Não estaria na hora de atualizar um pouco esse quadro, industrializá-lo, informatizá-lo? Nossos blogs têm mais links...
Genésio sugere que o novo Hino incorpore também um tom de denúncia. Por que não lembrar aos brasileiros que hoje nossos bosques têm menos vida?
Esse Genésio tem cada uma...
Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor.
Web Site: www.perisse.com.br
15/08/2007
